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Como investimentos internacionais podem enriquecer seu portfólio?

13/03/2018

 

 

A diversificação internacional sempre foi uma recomendação de especialistas como forma de redução do risco do portfólio. Essa redução de risco ocorreria devido a menor correlação entre alguns mercados. Assim, quando uma economia não estivesse indo bem outra poderia estar em um momento melhor e amorteceria as oscilações negativas da primeira.

 

Até pouco tempo, com as altas taxas de juros brasileiras, poucos investidores se sentiam incentivados a investir em outros mercados. A recente queda dos juros básico da economia para cerca de 0,54% ao mês, tem impulsionado os investidores brasileiros a buscarem novas alternativas.

Nesse sentido, entrevisto hoje a equipe da Geo Capital, uma gestora de recursos independente, focada exclusivamente em ajudar brasileiros a terem seu dinheiro bem investido em ações de empresas globais de qualidade e listadas fora do Brasil.

 

O desempenho do fundo reflete a estratégia da GEO, que se propõe a pesquisar empresas que apresentem modelos de negócios de qualidade com base em três pilares essenciais: poder de preço, crescimento e cultura de dono e investir nessas empresas quando elas estão sendo negociadas a um preço atrativo.

Segundo seu último relatório trimestral disponível no site as cinco maiores participações de seu fundo no final de 2017 eram: The Walt Disney Company, Moody’s Corporation, Intercontinental Exchange Inc., American Express Company e Capital One Financial Corporation.

 

Seus três sócios fundadores: Oliver Mizne, Pino Segni e Daniel Martin, com extensa experiência profissional, respondem as perguntas abaixo.

 

Investir no mercado internacional é mais arriscado que investir localmente? O cenário internacional é menos previsível?


O conceito de risco é bastante subjetivo, no entanto, podemos dizer que investir no mercado internacional possui algumas vantagens que nos trazem uma sensação maior de minimização de risco. Existem cerca de 60 mil empresas listadas em bolsas de valores no mundo. No Brasil, temos cerca de 600 empresas, ou seja, o universo de opções disponíveis no mercado externo é muito maior. Isso nos traz muito mais opções e maior probabilidade de encontrar empresas com modelos de negócio excelentes. E como nosso investimento é construído “bottom up”, ou seja, olhando para empresas cujos modelos de negócio entendemos ser vencedores em diversos cenários, a imprevisibilidade do cenário macro não inviabiliza nossa tomada de decisão.

 

Na nossa opinião, investir em empresas como a Diageo (empresa de bebidas dona de marcas como Smirnoff e Johnnie Walker) ou a VF Corporation (que tem marcas como a Timberland, The North Face e Vans) não trazem necessariamente um risco maior do que investir em empresas brasileiras. São mercados diferentes, marcas diferentes e, portanto, servem para fins de diversificação de investimentos.

 

Então, por que os investidores preferem investir localmente?


Alguns motivos levam os investidores locais a investir uma parcela muito grande de sua liquidez em ativos domésticos, dentre eles o “home bias” (viés comportamental no qual o investidor acredita que por estar “perto” do ativo o conhece melhor), as altas taxas de juros que fizeram do investidor brasileiro um investidor avesso à volatilidade, e as dificuldades impostas pelo sistema financeiro e reguladores. Nesse sentido, nossa intenção em fundar a GEO em São Paulo foi de reduzir o viés comportamental mencionado, por sermos uma alternativa de investimentos internacionais próxima dos investidores brasileiros.

 

Qual o benefício de se investir internacionalmente?


O Brasil representa hoje, aproximadamente, 3% do PIB mundial, portanto, na nossa opinião, é bastante razoável que um investidor tenha, em sua carteira, ativos expostos a outras economias, moedas e riscos. Para nós investir parte da carteira em ativos globais faz todo sentido do ponto de vista de diversificação. Além disso, como procuramos modelos de negócio de altíssima qualidade, a preços atraentes para investir é bastante razoável pensar que aumentamos muito a chance de encontrarmos esses casos vencedores procurando num universo maior de companhias listadas.

 

Quais as formas que o investidor local possui para ter menos burocracia para diversificar internacionalmente?


Hoje já há algumas alternativas de se conseguir investir em ativos internacionais. Os investidores podem investir por meio de seus bancos onde têm conta, quando estes possuírem produtos estruturados; existe a opção do investidor fazer isso por conta própria, negociando ações diretamente (existem algumas plataformas que permitem isso); a outra opção seria investir em fundos especializados na atividade de investimento internacional que podem ser encontrados em algumas plataformas de distribuição, como o GEO Empresas Globais.

Os gestores acreditam que a recente volatilidade nos mercados internacionais é um evento natural do mercado. Segundo eles, no longo prazo muito pouco mudou nos fundamentos econômico estimados e não conseguem identificar nas análises das empresas que acompanham algo que tenha mudado suas teses de investimentos. Portanto, seguem confiantes, mas sempre buscando novas oportunidades.

Como tenho alertado os investidores, acredito que duas lições podem ser identificadas com essa entrevista. A diversificação internacional deve começar a ser avaliada como parte do portfólio dos brasileiros. E o segundo ensinamento é que a execução dessa aplicação pode ser realizada por meio de investimentos aqui mesmo no Brasil, em fundos geridos por especialistas ou por meio de operações estruturadas como descrito em artigo anterior.

 

 

 

Fonte:FOLHA

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