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Em que ano estamos?

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Estamos jogando Sonic, Crash Bandicoot, assistindo Jurassic Park, ouvindo Raça Negra e esperando ansiosamente pelo lançamento de um novo Super Nintendo ou pela estreia do novo Star Wars. E nós estamos em pleno 2017.

É esse sentimento de nostalgia que, de alguma forma e por um breve instante, nos leva de volta no tempo e desperta sentimentos e recordações do que a gente fazia quando a vida também era bem mais simples. E essa geração que viveu tudo isso nos anos 80/90, hoje é um alvo fácil não mãos das marcas, que têm explorado isso de maneira bem inteligente.


A indústria de videogames já vem bebendo dessa água há algum tempo. Essa tendência que começou com jogos Indies com gráficos simplificados ou jogabilidade que remetem aos Nintendos e Mega Drives da vida, hoje atinge grandes produtoras. 

 

 

Mais um continue?

 

A franquia Crash Bandicoot se manteve um bom tempo em hiato. Este ano, a Activison relançou os três primeiros jogos da série, lá do antigo Playstation 1, com novos gráficos. Resultado: vendas que surpreenderam até mesmo a desenvolvedora. No Reino Unido o jogo chegou a ser o líder de vendas para Playstation 4 por quatro meses consecutivos.

 

A Sega vem há anos tentando tornar seu mascote Sonic, carro-chefe da empresa, relevante novamente, mas sem sucesso e acumulando jogos ruins e avaliações negativas. A solução encontrada foi lançar um novo jogo, mas com o mesmo estilo visual e jogabilidade do Mega Drive, que tornaram o personagem famoso nos anos 90. Resultado: superou até mesmo Crash Bandicoot em sua primeira semana de vendas e só acumulou elogios da crítica especializada e dos jogadores.

 

A gigante japonesa Nintendo também está aproveitando essa tendência retrô e relançou o Nintendinho e o Super Nintendo em versão mini com jogos na memória. O primeiro já está esgotado e já é item de colecionador. Aqui no Brasil, a Tectoy relançou o Mega Drive com o mesmo design dos anos 90, inclusive com cartuchos.

 

Sonic Mania, lançamento com cara de jogo retrô.

 

 

 

De volta para o presente


No cinema também é muito comum ver franquias voltarem à vida. Mas nos últimos anos os remakes vieram com tudo. Tivemos novos Star Wars, Caça Fantasmas, Jurassic Park, Mad Max, Exterminador do Futuro, Power Rangers, Múmia, It, Alien, Planeta dos Macacos, King Kong, Blade Runner, Godzilla, Robocop, Tartarugas Ninja e as clássicas animações da Disney voltando, todas em forma de live action.

 

Nas séries é impossível não citar Stranger Things. É nova, mas tem toda uma temática dos anos 80, é como assistir Goonies ou qualquer outro filme da época. Claro que tem um ótimo roteiro, mas a ambientação conta uma história com referências a filmes e músicas da época.

 

E o mais legal: todo material de divulgação da série remete a objetos presentes nessa época, seja em formato de fitas VHS ou cartazes de filmes antigos.

 

Stranger Things. Parece seriado antigo, mas é um dos maiores sucessos recentes da Netflix.

 

 

 

E na publicidade?

 

Publicitários são os melhores em usar tendências a seu favor. Com grandes ideias, as marcas têm conseguido explorar isso de maneira inteligente. Seja na brilhante campanha da Brastemp, que traz de volta a dupla Wandi Doratiotto e Arthur Kohl explorando os memes da internet ou na Embratel que trouxe o trio DDD de volta, mais velhos e mais evoluídos, uma clara alusão à empresa. E quem não se lembra do Sebastian famoso pelas propagandas da C&A? Agora emprestando seu estilo à Supergasbras. E os mamíferos que voltam a estampar as propagandas da Parmalat...

 

 

 "Homenagem" da Brastemp, trazendo os garotos propaganda do passado.

 

 

Outras marcas que ainda não tiveram oportunidade de criar clássicos da propaganda usam artistas famosos de antigamente como o Raça Negra para Hershey's e Itaipava, Sérgio Mallandro para Pepsi e Zoom. E a Netflix que resgata as celebridades para campanha de divulgação das suas séries como a Xuxa para Stranger Things ou Gil Gomes para Narcos. E esses são somente alguns exemplos.

 

Todos esses exemplos acima têm uma coisa em comum: para essa tendência retrô funcionar não se trata só de trazer coisas velhas de volta do passado. É preciso inovar, usar como base, como inspiração. Despertar a nostalgia, mas trazer algo novo, usar aquele sentimento de "nossa, eu lembro como isso era legal" para criar novos sentimentos e novas experiências. Afinal, os antigos jogos do Sonic vem sendo relançados incansavelmente desde os anos 2000, remakes de filmes são feitos aos montes e para cada Star Wars e Mad Max existe um Godzilla ou um Tartarugas Ninja e nenhuma propaganda, por mais saudosista que seja, não atrai se não tiver calçada em uma boa ideia.

 

Lembra de mais alguém que voltou ou está voltando? Deixa aí nos comentários.

 

 

Felipe Teixeira
Publicitário e ilustrador, Diretor de arte da Domma Comunicação Integrada

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